domingo, 10 de fevereiro de 2013

19º capitulo – Pais chegando!

19º capitulo – Pais chegando!



~~Letícia on~~

Estou indo pra casa, desta vez alone, porque eu peguei aquele “atalho” que é só você virar uma rua à direita e depois anda reto e estou na minha casa sã e salva.

Fiz meu almoço e depois fui tomar um banho. Daqui, exatamente, duas horas eu tenho que estar no aeroporto pra receber meu pai e minha mãe, que chegam de viajem hoje.

Depois DAQUELE banho demorado, coloco minha roupa, eu tenho que estar apresentável não é? A empresa dos meus pais estaria lá e eu não quero que seus “colegas” de trabalho tenham uma má impressão sobre a filha do casal mais “foda” da empresa.

Gosto de Daniel porque ontem ele me prometeu que iria me levar ao aeroporto, surgiu esse assunto do nada e ele disse que queria conhecer minha mãe, ver se a beleza eu puxei pra ela, e nesse momento ele estava flertando comigo.

Quando estou acabando e passar meu perfume, um pouco exagerada, mas fazer oque né? Então... Escuto a campainha soar, me provocando um leve susto, desço as escadas sem pressa, abro a porta com harmonia e depois vejo que Daniel está parado em frente a mesma com um sorriso no rosto.

Eu – Oi Dan – se minha vontade era de lascar-lhe um selinho? Magina! Lógico que não! Vish! Que ideia besta... Quem eu estou tentando enganar? – Tudo bem? – fiz um gesto coma cabeça para que ele entrasse me casa.

Daniel – Estou ótimo – estralou os dedos – Você está muito bonita... E esse perfume é Caoch est. 1941? – me arrepiei, como ele sabe tudo isso? Ele é francês por acaso?

Eu – É sim – ele sorriu.

Daniel – Então vamos? Estou ansioso pra conhecer o Sr. e a Sra. Miller! - ele disse esfregando as mãos uma na outras.

Eu – Vamos – saio de casa com meu braço esquerdo “laçado” com o braço direito de Daniel.

Trancando a porta delicadamente, coloco a chaves em um de meus dedos, não estou levando bolsa, e pra que levaria? Estou com meu celular e as chaves, estou indo “buscar” meus pais no aeroporto, não uma viajem internacional!

Subo na moto mais uma vez com a ajuda de Daniel, ele está me ajudando pra que meu vestido ano suba, porque há um grupinho de meninos perto da minha casa, e está olhando pra gente... Mas quem liga? Acho que Daniel sim.

Daniel subiu na moto e eu meio que o abracei, passando meus braços por seu abdômen pra conseguir me segurar a algo, ou seja, não queria cair da moto. LOL

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É ruim você estar andando com um cara super gato ao seu lado e quando você vai dar um abraço em seu pai ele olha torto pro cara.

Eu – Mãe, pai... Esse é o Dan, quer dizer, Daniel Radcliffe – ele estendeu a mão e minha mãe apertou-a, meu pai o fitou por alguns instantes e depois fez i mesmo gesto que minha mãe. – Daniel, essa é Helena, minha mãe e esse é Alison, meu pai.

Daniel – É um prazer – ele teve aulas de etiqueta, só pode, é até estranho vê-lo desse jeito.

Alison – E vocês são...? – ele queria saber se éramos namorados?

Eu&Daniel – Amigos – respondemos juntos, oque me fez rir. Amigos que se beijam não é? LOL.

Helena – Que legal, já fez amigos filha? – assenti, Daniel olhou pra mim com uma cara de quem estava segurando o riso e eu tive que fazer o mesmo, ele devia estar pensando a mesma coisa que eu: é estranho amigos que se beijam e ficam flertando um com o outro. LOL.

Alison - Vamos pra casa? Estou com fome essa comida de avião é a pior coisa do planeta.

Helena – Vamos sim querido.

Eu – E você Dan?

Dan – Eu vou encontrar Emma e Rupert no shopping aqui perto.

Eu – Ahh... Mande um beijo pros dois – nesse ponto meus pais já estavam saindo do aeroporto, meu pai gosta de me provocar – Então tchau – dei um selinho nele, e foi automático, sério! Mas até que eu gostei.

Daniel abriu um sorriso enorme e disse “tchau linda”, fui em direção a onde meus pais tinham saído e eles estavam com um carro da empresa, oque eu achei estranho. Mano! Eles acabaram de sair de um avião! Caramba!

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Chego em casa e tem um andarilho na frente dela, mentira, é só o Harry.

Harry – Letícia! Eu estou aqui te esperando faz acho que umas duas horas e nada! Preciso da sua ajuda. – ele me abraçou.

Eu – Porque você está sendo mais estranho do que você já é quando meus pais estão aqui? – serio mano! Por quê?

Harry – Seus pais? – ele olhou pra trás e eu podia jurar que meu pai estava metralhando-o com o olhar, ele deu um sorriso de canto – Olá Senhor e Senhora... – ele olhou pra mim e eu sussurrei “Alison e Helena” – Senhor Alison e Senhora Helena! Que prazer em conhecê-los! Eu queria uma ajuda da sua filha em um dever de matemática, nos somos uma dupla e acho que ela deve ter esquecido não é? – mas que menino sacana! Como eu vou poder negar agora?

Eu – Putz! É verdade! Desculpe-me Harry! É que eu fui buscar meus pais no aeroporto e...

Helena – Vamos entrar pra tomar um chá? – ela me interrompeu.

Harry – é uma boa idéia Sra. – ele deu um sorriso, fazendo com que suas covinhas aparecessem. Mas é muito filho da puta mesmo né? Ele enrola todo mundo e eu vou ter que fazer a tarefa de matemática com ele, sendo que nem somos uma dupla.

Minha mãe entrou em sua nova casa primeiro, em seguida meu pai.

Eu – Você usa droga? – disse entrando ao lado de Harry, e ele não soltava meu braço.

Harry – Isso é ser esperto meu bem.

Eu – Pode me soltar agora!

Harry – Ahh, certo... – suas bochechas coraram rapidamente... Foi isso que eu vi? Meu Deus! Isso é tipo chuva de meteoro!

Eu – Vem logo, vamos acabar logo com isso! Eu já fiz você copia e vai embora ok? – ele assentiu.

Eu – Mãe, vou até o porão ta? Foi lá que eu deixei minha bolsa – eu meio que gritei e ela respondeu com um “Aham!”. – Vem logo Styles.

Subi até o corredor dos quartos e puxei a “corda” fazendo com que a escada aparecesse do nada, Harry tomou um susto, oque foi muito engraçado.

Passei entre a mesa de centro, repleta de desenhos, rascunhos, tintas, pinceis e lápis.

Tirei meu salto e joguei-os sobre o colchão que estava “jogado” não canto esquerdo do porão.

Harry – Você desenha? – disse com uma folha na mão e me olhou espantando.

Eu – Sim – disse indiferente.

Harry – UAU! Eu adorei este aqui – ele me mostrou o papel que ele estava segurando, com meu desenho, feito com grafite e uma caneta permanente:

Mano, parecia que ele estava hipnotizado com o desenho.

Eu – Então pega pra você – ele me olhou com uma cara de “Sério? Jura?” e eu assenti e dei os ombros, peguei minha mochila que estava jogada no outro canto do porão e de lá tirei minha “tarefa” de matemática já pronta.

Empurrei algumas de minha bagunça pra um lado da mesa e deixei um espaço de sobra pra ele copiar as lições, mas ele não fazia nada, só ficava olhando meus desenhos.

Eu – Alô? Terra chamando Styles? Faz logo isso! Eu vou me trocar e já volto com alguma coisa pra você comer. – sai antes que ele pudesse responder, ou questionar.

Fui ao meu quarto, tirei minha maquiagem, que não era muita e coloquei minha roupa de ficar em casa.

Vou até a cozinha e vejo minha mãe escutando a música “Eduardo e Mônica” Da Legião Urbana, enquanto meu pai lia um jornal, encostado na bancada da cozinha.

Eu – Mãe tem alguma coisa pra um menino de 17 anos com fome? – disse apoiando meus cotovelos na mesa.

Helena – Eu e seu pai estávamos conversando e vimos que você tem bastantes amigos meninos não é? – mano, tem tanta coisa pra eles conversarem como: a viagem ao Brasil, às promoções da empresa e não! Eles vão conversar sobre meus supostos “amigos” meninos.

Eu – Tenho bastantes amigas também... Cinco ao todo – meu pai suspirou.

Já disse que meus pais são ciumentos, super protetores e exagerados? Pois é!

Alison – Adoraria conhecê-las – disse com o primeiro sorriso do dia no rosto. Assenti. E minha mãe me entrega um pacote de salgadinho e um copo cheio de coca-cola.

Subo, novamente, até o porão e lá está Harry: “brisando”.

Eu – Hei! Acorda! – disse colocando as “tranqueiras” pra ele comer na sua frente, na mesa, após de arrastar algumas coisas para o lado contrario.

Harry – Hãm...? – ele parecia estar viajando... Olhou pra mim e deu um sorriso de canto – Que foi?

Eu – Copia logo! Para de viajar! – ri, arrumando meus desenhos em montes, separando meus materiais como: lápis, tintas, pinceis e etc. – Falta muita coisa?

Harry – Na verdade... Tudo – eu fiz uma carde WTF? – Eu queria que você me explicasse como fazer essas contas...

Revirei os olhos. Oque mais me assustava era ele querer saber de alguma coisa relacionada á escola e oque mais eu faria? Apenas sentei ao seu lado, enquanto ele marcava os números e símbolos, que eu falava, na folha de seu caderno, e de vez em quando ele pegava um salgadinho e bebia coca-cola.

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Já são 9:30 p.m. e esse menino ainda está na metade das contas!

Depois de uma triste história de vida do menino Harry Styles, que foi abandonado pela mãe, a MINHA mãe ficou com dó dele e disse que ele poderia morar em casa quanto tempo ele precisassem.

Mas acho que não passou pela cabeça daquela alma caridosa que ela tem uma FILHA e que quase sempre ela está viajando pelo mundo à negócios, deixando sua pobre filha aqui, com esse menino insuportável.

Meu pai não gostou muito da idéia, ele fechou a cara durante todo o jantar e depois foi pro quarto depois de me dar um beijo na testa como “boa noite filhinha!”, oque a muito tempo ele não fazia.

E mais uma vez nesse bendito porão, Harry está com um sorriso de orelha à orelha enquanto explico tudo a ele. Terminamos tudo às 10:00 p.m. E Harry já esfregava os olhos com a maior cara de sono.

Eu – Pode dormir agora Harry – coloquei uma mecha de cabelo atrás de minha orelha, mas ela teimou a voltar para o mesmo lugar. E eu pareço que estou conversando com uma criança de cinco anos.

Harry – Na estou com sono – ele disse mais devagar do que o normal e depois bocejou, e eu ri dessa mentira escarrada.

Revirou os olhos e aponto pro colchão, que agora é uma cama, com estrado. Ele levanta da cadeira, sonolento, quase caindo, e ele estava muito fofo. É sério. Nunca alguém tão fofo pra dormir assim.

Ele deitou-se e cobriu até a orelha com um grosso cobertor. Desliguei a luz e quando já ia descer as escadas do porão Harry diz:

Harry – Boa noite Leh, obrigado pela ajuda, alias, por tudo... – eu ia responder, mas ele já estava dormindo.
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End.



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